{"id":102197,"date":"2020-05-07T14:25:23","date_gmt":"2020-05-07T21:25:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.questionpro.com\/blog\/?p=102197"},"modified":"2020-05-07T14:25:23","modified_gmt":"2020-05-07T21:25:23","slug":"consumo-no-pos-isolamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.questionpro.com\/blog\/pt-br\/consumo-no-pos-isolamento\/","title":{"rendered":"Os brasileiros e o consumo no po\u0301s-isolamento"},"content":{"rendered":"
O Instituto FSB Pesquisa<\/a> entrevistou, por telefone, 2.005 pessoas com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federac\u0327a\u0303o (UFs) para saber sobre os brasileiros e o consumo no po\u0301s-isolamento. A margem de erro no total da amostra e\u0301 de 2 pp, com intervalo de confianc\u0327a de 95%. A amostra e\u0301 controlada a partir de quotas de: (a) sexo, (b) idade, (c) regia\u0303o e (d) tipo de telefonia (fixa e mo\u0301vel).<\/p>\n Apo\u0301s a pesquisa, foi aplicado um fator de ponderac\u0327a\u0303o para corrigir eventuais distorc\u0327o\u0303es em relac\u0327a\u0303o ao plano amostral. Devido ao arredondamento, a soma dos percentuais podem variar de 99% a 101%.<\/p>\n As entrevistas foram realizadas por entrevistadores por meio de telefones fixos e mo\u0301veis entre 2 e 4 de maio de 2020.<\/p>\n \u2022 Estati\u0301stico responsa\u0301vel: Neale El-Dash, Conre 8656-A. Os brasileiros esta\u0303o cada vez mais preocupados com a pandemia de coronavi\u0301rus<\/a>. De acordo com a pesquisa feita a pedido da CNI, 80% da populac\u0327a\u0303o consideram a situac\u0327a\u0303o da pandemia grave no Brasil. Ha\u0301 pouco mais de um me\u0302s, em pesquisa feita pelo Instituto FSB Pesquisa nos dias 26 e 27 de marc\u0327o, 64% diziam que a situac\u0327a\u0303o era grave. Agora, 53% dizem ter medo grande da pandemia e so\u0301 21% dizem ter pouco ou nenhum medo. Ainda de acordo com 74% dos entrevistados, nos pro\u0301ximos 15 dias o nu\u0301mero de mortes no Brasil vai aumentar.<\/p>\n Tudo isso mesmo com uma minoria das pessoas tendo sido contaminada ou tendo contato direto com algue\u0301m que contraiu a Covid-19. Apenas 1% dos entrevistados disse ter tido a doenc\u0327a, enquanto outro 1% afirmou morar com algue\u0301m que ja\u0301 foi contaminado pelo vi\u0301rus. Do total de entrevistados, 1\/3 pertence ao grupo de risco da doenc\u0327a, ou seja, te\u0302m mais de 60 anos e\/ou apresenta alguma comorbidade.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n A pesquisa<\/a> de consumo no po\u0301s-isolamento mostra um amplo apoio da sociedade a\u0300s medidas de isolamento social: 86% dos entrevistados disseram ser a favor das medidas, contra apenas 11% contra\u0301rios. No entanto, apesar da alta aprovac\u0327a\u0303o, a parcela de pessoas que dizem estar em isolamento, saindo de casa apenas para coisas essenciais e\u0301 menor: 58%. Outros 26% dizem estar saindo de casa com alguma freque\u0302ncia, mas adotando os cuidados necessa\u0301rios. Uma minoria (9%) afirma estar em isolamento social completo, sem sair de casa para nada. E outros 7% disseram que na\u0303o alteraram em nada sua rotina apo\u0301s o ini\u0301cio da pandemia.<\/p>\n Em relac\u0327a\u0303o ao trabalho, 28% dizem estar saindo de casa para trabalhar, 19% esta\u0303o afastados temporariamente do trabalho, 13% esta\u0303o trabalhando em home office e 39% na\u0303o trabalham (percentual que inclui desempregados e pessoas na\u0303o economicamente ativas, como aposentados, pensionistas, estudantes e donas(os) de casa). Dentre que esta\u0301 saindo de casa para trabalhar, a ampla maioria (88%) e\u0301 formada por pessoas cuja atividade na\u0303o pode ser exercida de casa. Embora em sua maioria digam que esta\u0303o cumprindo o isolamento social, os brasileiros afirmam que em suas cidades uma parcela expressiva da populac\u0327a\u0303o esta\u0301 saindo a\u0300s ruas. Apenas 9% dos entrevistados dizem que a populac\u0327a\u0303o da sua cidade esta\u0301 cumprindo o isolamento social.<\/p>\n Para 88% dos entrevistados, e\u0301 grande o impacto da pandemia de coronavi\u0301rus na economia brasileira. Apenas 3% falam ou pouco ou nenhum impacto. Dentre quem trabalha, 48% dizem ter medo grande de perder o emprego. Sobre as perspectivas quanto a\u0300 renda mensal, o quadro tambe\u0301m e\u0301 preocupante. Apenas 36% das pessoas dizem que continuara\u0303o recebendo normalmente seu sala\u0301rio ou renda mensal. Ja\u0301 ficaram sem renda 23% dos entrevistados, enquanto outros 17% tiveram reduc\u0327a\u0303o nos seus rendimentos mensais.<\/p>\n De cada 4 brasileiros, 3 disseram que reduziram seus gastos apo\u0301s o ini\u0301cio das medidas de isolamento social. Essa reduc\u0327a\u0303o e\u0301 considerada grande para 40% e me\u0301dia para 45%. Dentre quem reduziu seus gastos, 42% justificam pela inseguranc\u0327a quanto ao futuro, 30% por ter perdido ao menos parte da renda e 26% devido ao isolamento em si. Do ponto de vista da economia, a boa noti\u0301cia e\u0301 que, ainda dentro de quem reduziu os gastos, a maioria (69%) afirma que essa reduc\u0327a\u0303o e\u0301 tempora\u0301ria, enquanto 29% afirmam que ela e\u0301 permanente.<\/p>\n O comportamento do consumidor brasileiro mudou bastante durante o atual peri\u0301odo de isolamento social. Alguns segmentos da indu\u0301stria se beneficiaram, com aumento dos gastos por parte das fami\u0301lias. Outros tiveram manutenc\u0327a\u0303o ou reduc\u0327a\u0303o. A pesquisa investigou 15 setores. Tre\u0302s deles tiveram aumento no consumo: produtos de limpeza (68% ampliaram os gastos), produtos de higiene pessoal (56%) e alimentos comprados em supermercados (49%). Os demais tiveram a maior parte das pessoas declarando que mantiveram os gastos. Ja\u0301 os que tiveram maior nu\u0301mero de pessoas reduzindo seu consumo durante o isolamento social sa\u0303o calc\u0327ados (40% reduziram os gastos), roupas (37%), cosme\u0301ticos (32%) e mo\u0301veis (31%).<\/p>\n<\/div>\n A pesquisa de consumo no po\u0301s-isolamento tambe\u0301m investigou como os brasileiros pretendem se comportar como consumidores apo\u0301s o fim do isolamento social. Para todos os setores testados, a maioria (percentuais que variam de 50% a 72%) pretende manter no po\u0301s-Covid o ni\u0301vel de consumo adotado durante o isolamento, o que pode indicar que as pessoas na\u0303o esta\u0303o dispostas a retomar o mesmo patamar de compras anterior a\u0300 pandemia de coronavi\u0301rus. Um exemplo disso e\u0301 a compra de roupas. Durante o isolamento, 51% mantiveram os gastos, 37% reduziram e 10% ampliaram. Para o futuro, 61% falam em manter o atual padra\u0303o de consumo, 20% em aumentar e 19% em reduzir.<\/p>\n Para ale\u0301m das projec\u0327o\u0303es relacionadas a segmentos da produc\u0327a\u0303o industrial, o Instituto FSB Pesquisa investigou ainda em quanto tempo apo\u0301s o fim do isolamento social o consumidor brasileiro pretende comprar alguns bens de consumo dura\u0301veis. Os entrevistados deveriam responder se pretendem comprar em ate\u0301 3 meses, em ate\u0301 6 meses, em ate\u0301 1 ano, se na\u0303o pretende comprar antes de 1 ano ou se na\u0303o te\u0302m pretensa\u0303o de comprar em momento algum. Os dados da\u0303o um indicativos de quais setores podem ver suas vendas reagirem mais ra\u0301pido apo\u0301s o fim do isolamento social. Quando se leva em considerac\u0327a\u0303o o peri\u0301odo de ate\u0301 um ano apo\u0301s o fim das medidas restritivas, ale\u0301m de roupas (70% das pessoas pretendem comprar nesse prazo) e calc\u0327ados (66%), despontam mo\u0301veis (28%), celulares (27%), eletroeletro\u0302nicos (23%) e eletrodome\u0301sticos (23%), todos acima do patamar de 20% de intenc\u0327a\u0303o de compra em ate\u0301 um ano.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n
\n\u2022 Direc\u0327a\u0303o: Marcelo Tokarski<\/a>, diretor do Instituto FSB Pesquisa.<\/p>\n
\nSentimentos em relac\u0327a\u0303o a\u0300 pandemia<\/h2>\n
<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\nIsolamento social<\/h2>\n
<\/a><\/p>\n
<\/a><\/h2>\n<\/div>\nPo\u0301s-Covid<\/h2>\n
<\/a><\/div>\nImpactos na economia, emprego e renda<\/h2>\n<\/div>\n
Gastos em geral<\/h2>\n
<\/a><\/p>\nConsumo durante o isolamento<\/h2>\n
<\/a><\/h2>\nConsumo po\u0301s-isolamento<\/h2>\n
\nDos 11 bens de consumo testados, dois despontam como os que tera\u0303o maior procura no curto prazo (ate\u0301 3 meses): roupas (34%) e calc\u0327ados (31%). Todos os nove demais (incluindo eletrodome\u0301sticos, eletroeletro\u0302nicos e mo\u0301veis) te\u0302m menos de 10% das pessoas afirmando que pretendem comprar no prazo de 90 dias po\u0301s-isolamento.<\/p>\n
<\/a><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\nCome\u0301rcio<\/h2>\n
Endividamento<\/h2>\n
<\/a><\/div>\n