Mulheres em posição de destaque: uma realidade crescente nas empresas!

Dizia Sandi Redenbach que o líder deve ser um colecionador de sonhos. Caso alguém não saiba, Redenbach é uma mulher, uma das educadoras e especialista em liderar o mundo mais solicitada, com um enorme trabalho em pesquisa cerebral, inteligência emocional, auto-estima, educação alternativa e disciplina nas salas de aula para estudantes de alto risco. Esses assuntos, sem dúvida, estão mais próximos do novo tipo de liderança: liderança feminina, que também é definida por uma visão panorâmica de longo prazo; facilidade de resolução de conflitos através do diálogo e preponderância de empatia versus competição. Além disso, os parâmetros para medir inteligência, eficácia, eficiência e aplicabilidade mudam com essa nova maneira de liderar. 

Liderança feminina na história

Se olharmos para trás, a história está cheia de liderança feminina, embora algumas  tenham sido consideradas loucas e incendiárias como Joana d’Arc (1412-1431) ou Agustina de Aragón (1786-1857). Eva Perón (1919-1952) também era especialista em liderar à sua maneira: com laço, salto alto e glamour. Muitos a amavam. Outros a odiavam, mas ela era sem dúvida a primeira dama fundamental no desenvolvimento do chamado peronismo. O peronismo ou justicialismo é um movimento político argentino que surgiu em meados da década de 1940 em torno da figura de Juan Domingo Perón e de um número considerável de sindicatos. Desde o seu surgimento, teve uma influência importante na política da Argentina.

Você conhece a expressão “Dama de ferro”? Margaret Tatcher (1925-2013) não apenas mostrou que ela podia, como também foi a primeira-ministra do Reino Unido de 1979 a 1990, e a pessoa que ocupou esse cargo por mais tempo em seu país. Golda Meir (1898-1978) foi a quarta ministra de Israel e também obteve o status de “dama de ferro” e intransigente.

Felizmente, algumas décadas atrás – não muitas – ser ponta de lança, raio de esperança e farol de luz não recebe mais desqualificações tão repugnantes. Temos a filha de Sukarno, quinta presidente da Indonésia, Megawati Sukarnoputri, que foi admirada não apenas pelos locais, mas também pela comunidade internacional. Malala, a defensora infantil da educação para mulheres, foi perseguida no Paquistão e vítima de ataques, mas, por outro lado, recebeu o prêmio Nobel com apenas 17 anos.

Liderança

Liderar em feminino ainda é um sonho daqueles a serem colecionados, segundo Redenbach. Na Europa, a recomendação da cota recomendada de 40% de mulheres nas empresas de capital aberto não é cumprida. Vamos lá, para conseguir um futuro lobby europeu feminino, restam pelo menos 50 anos.

Existe um muro de gravatas nos Conselhos de Administração da Espanha e da Europa; embora medidas tenham sido tomadas: na Espanha, a presença de mulheres na liderança de empresas aumentou discretamente 6,6%. Na França, o percentual é de 18%. Discreto, mas não tanto. Apenas três de cada cem empresas na União Europeia têm uma mulher como CEO.

Continuamos a revisar dados recentes. Dos 190 chefes de estado, poucas são mulheres. A porcentagem de gerentes seniores feminino no mundo mal chega a 16% e nem mesmo em ONGs tem o cetro de comando (apenas 20%).

Nos Estados Unidos, muitas diretivas escolhem sua carreira e decidem não ter filhos. Outros abandonam suas perspectivas e empregos brilhantes para se dedicar à maternidade.

Contra a indignação, proponho medidas. Melhor agir do que reclamar. Lidere e comece com você mesmo: negocie seu salário, como a maioria dos homens; não se subestime, pare de atribuir seu sucesso a causas externas ou, por exemplo, à sorte. Você não terá sucesso se não acredita que o merece e, é claro, abandone esse horrível hábito de discriminar outras mulheres. Você tem que apoiar e não esmagar.

Seria ótimo se a nova liderança, da qual todos gostamos, a transversal, não fosse chamada de feminina. Isso não tem cor nem gênero. Como Redenbach, também coleciono sonhos: um mundo onde as mulheres não precisam escolher entre serem profissionais e mães brilhantes. E que ser ambas as coisas não as escravize. Um mundo com cônjuges que contribuem para o ambiente doméstico e que não veem a esposa como uma ameaça, nem como um jarro de flores. Acho que esse sonho está mais próximo de ser realidade todos os dias. Pelo menos, quero pensar assim.

A liderança feminina deixará de ser um rótulo e se tornará a maneira de ser e de ser e estar no mundo das mulheres, mas também dos homens. De maneira natural, sem vingança, preconceito e  complexos.

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